
Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus principais assessores internacionais estão avaliando a possibilidade de expulsar o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine. A crise diplomática entre os dois países foi desencadeada por declarações controversas de Lula, que comparou as ações de Israel na guerra contra o Hamas com as práticas de Adolf Hitler contra os judeus. Em resposta, Israel declarou Lula como “persona non grata”.
A proposta de expulsão do embaixador israelense foi revelada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O Itamaraty considera essa medida como “drástica e indesejável”. A discussão sobre a expulsão ocorreu em uma reunião fechada entre o presidente Lula e seu assessor especial de Assuntos Internacionais, Celso Amorim, na segunda-feira (19/2).
Apesar de não ser uma ação formal do Ministério das Relações Exteriores, a sugestão de expulsão foi apresentada a Zonshine durante uma reunião entre ele e o chanceler Mauro Vieira na segunda-feira, conforme fontes do Itamaraty. Vieira ressaltou que o Brasil não busca a escalada da crise, mas considera inaceitáveis as atitudes do governo israelense, como declarar Lula persona non grata em Israel e constranger o embaixador brasileiro Frederico Meyer.
Segundo fontes do Itamaraty, uma possível expulsão de Zonshine significaria que a relação entre Brasil e Israel atingiu um “limite”, representando uma linha que não deveria ser ultrapassada.
O governo de Israel provocou Lula nas redes sociais, chamando-o de “negacionista do Holocausto” em resposta à comparação entre as ações de Israel na Faixa de Gaza e a Alemanha nazista. O chanceler Israel Katz reiterou a cobrança de desculpas do presidente brasileiro. A postagem oficial de Israel questionou se Lula se tornou um “negacionista do Holocausto” antes ou depois de sua presidência.
Redação com informações e foto do jornal Correio Brasiliense





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