TRE-PR forma maioria de 4 x 2 contra cassação do senador Sergio Moro

Sergio Moro/ Foto SBT News reprodução

Em um desdobramento significativo no cenário político paranaense, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) formou maioria contra a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR). Com um placar de 4 a 2, a favor do ex-juiz, a decisão deixa apenas um voto pendente para a conclusão do julgamento, o do desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, presidente da Corte.

No entanto, o resultado favorável a Moro já está matematicamente garantido, com a expectativa de que o julgamento seja concluído ainda hoje.O processo, que tem gerado grande expectativa, tanto no Paraná quanto em nível nacional, surgiu após pedidos de cassação feitos pelos partidos PT e PL.

Esses pedidos se baseiam na alegação de que Moro teria se beneficiado de uma pré-campanha à Presidência da República, com gastos superiores a R$ 2 milhões, o que configuraria abuso de poder econômico e desequilíbrio no pleito eleitoral.

No entanto, a maioria dos juízes do TRE-PR rejeitou esses argumentos.Até o momento, os votos contrários à cassação vieram dos desembargadores Luciano Falavinha, relator do caso, Claudia Cristofani, Guilherme Denz, e Anderson Fogaça, que destacou não haver provas suficientes de que os recursos empregados na pré-campanha foram capazes de desequilibrar a disputa eleitoral.

Por outro lado, os desembargadores José Rodrigo Sade e Julio Jacob Junior, ambos indicados pelo presidente Lula, votaram pela cassação, apontando o uso excessivo de recursos públicos na pré-campanha de Moro como um fator desproporcional e questionável.

Embora a decisão do TRE-PR pareça favorecer o senador, a palavra final sobre este caso caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Os partidos autor da ação de cassação já sinalizaram a intenção de recorrer, o que significa que Sergio Moro continuará no exercício de seu mandato até que uma decisão definitiva seja tomada pelo TSE.

Caso o TSE decida pela cassação, Moro se tornaria inelegível até 2030, mas manteria a possibilidade de ocupar cargos públicos não eletivos.A possível cassação de Moro tem alimentado especulações e movimentações entre políticos paranaenses, com vários expressando abertamente interesse em disputar uma eventual eleição suplementar.

Redação com informações da UOL

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