João Paulo sugere que PT abandone oposição a Raquel Lyra e discute cenários para 2026

Raquel Lyra e João Paulo – Foto divulgação

O deputado estadual João Paulo (PT) afirmou novamente nesta segunda-feira (13) que há uma “tendência” de o Partido dos Trabalhadores (PT) deixar a posição de oposição ao governo da governadora Raquel Lyra (PSDB) em Pernambuco. O parlamentar também sugeriu que, dependendo do cenário político, a própria Raquel Lyra poderia disputar a reeleição em 2026 como candidata pelo PT.

As declarações foram feitas em entrevistas ao Jornal do Commercio e à Rádio Folha. Segundo João Paulo, o alinhamento entre o governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, e a gestão estadual de Raquel Lyra torna incoerente a manutenção da postura de oposição. Ele destacou os investimentos federais no estado e o apoio de ministros e parlamentares petistas como fatores determinantes para uma mudança na estratégia política.

“Aquela decisão de oposição foi em uma conjuntura, logo após a eleição, que foi bastante acirrada. Mas o próprio ministro Rui Costa [Casa Civil] já disse que ela [Raquel] era da base. Então, no mínimo, o partido deveria rever essa condição”, declarou João Paulo.

O deputado reforçou que a governadora tem reconhecido os esforços do governo Lula em Pernambuco e criticou a ideia de fazer oposição sob essas circunstâncias. “Vai fazer oposição para quê? Para que os investimentos do governo Lula não cheguem ao povo de Pernambuco? Isso está fora de sintonia”, afirmou.

Mudança em 2025 e cenários para 2026

A decisão formal sobre a saída do PT da oposição deve ser tomada em 2025. João Paulo pontuou que, para o partido considerar uma eventual participação no governo estadual, será necessário romper definitivamente com a posição de oposição.

Em relação às eleições de 2026, o deputado adiantou que o cenário político ainda está indefinido, mas que o PT mantém a possibilidade de apoiar Raquel Lyra ou outros candidatos. Ele ressaltou que uma eventual aliança com a governadora dependerá da conjuntura do momento.

“Nesse sentido, não há nenhum compromisso do partido com candidatura. Até porque a governadora pode ser, dependendo da conjuntura, a candidata do PT. São questões que vamos ter condições de tratar em 2026”, explicou.

João Campos e a pré-candidatura ao governo

Outro ponto abordado por João Paulo foi a movimentação política do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que teria lançado sua pré-candidatura ao governo do estado. Apesar de João Campos não ter oficializado a intenção, o deputado considerou o movimento “precipitado” e criticou a cobrança de um compromisso antecipado por parte do PT.

“O PT não assumiu compromisso algum. Achei muito precipitada a posição do prefeito em lançar o nome e já querer que o PT assumisse um compromisso com sua candidatura ao governo antes mesmo da eleição no Recife”, disse João Paulo.

Para o deputado, não há antagonismo entre o apoio do PT a Raquel Lyra e a possibilidade de diálogo com João Campos. Ele destacou que ambos recebem apoio do governo federal, mas reforçou que o partido só discutirá alianças eleitorais em 2026.

Com as articulações políticas ganhando força, o futuro do PT em Pernambuco permanece em aberto, com potencial para redefinir o equilíbrio de forças no estado. A possível saída da oposição e o debate sobre alianças estratégicas prometem intensificar o cenário eleitoral nos próximos anos.

Redação com informações do Jornal do Commercio

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