
Em uma movimentação que reacende a tensão no Oriente Médio e eleva os riscos de um conflito internacional em larga escala, os Estados Unidos confirmaram neste sábado (21) ataques a três instalações nucleares estratégicas do Irã. O presidente Donald Trump anunciou a ofensiva por meio da sua rede social Truth Social, classificando a ação como um “sucesso total” e elogiando os militares americanos pela execução da missão.
Segundo Trump, as forças armadas dos EUA lançaram bombas sobre as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Esfahan, locais centrais para o programa nuclear iraniano. O presidente afirmou ainda que os bombardeios ocorreram sem violar o espaço aéreo iraniano, e que todas as aeronaves retornaram em segurança ao território norte-americano.
“Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. Agora é a hora da paz!”, escreveu Trump.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal The New York Times, os ataques foram realizados por bombardeiros furtivos B-2, capazes de transportar armamentos de até 13.600 kg, incluindo bombas projetadas para destruir instalações subterrâneas fortificadas. Fontes da Defesa dos EUA relataram que as bombas miraram especialmente áreas onde havia estoques de urânio enriquecido quase em nível de armamento.

Alvos estratégicos
Os locais atingidos possuem papéis centrais na infraestrutura nuclear do Irã. Fordow e Natanz concentram grande parte da produção de urânio enriquecido – um elemento essencial para a construção de armas nucleares. Já a instalação em Esfahan abriga estoques de urânio já processado, segundo inspetores internacionais.
O bombardeio teria como objetivo principal atrasar o programa nuclear iraniano por anos, atingindo diretamente as estruturas que transformam urânio natural em combustível de alto enriquecimento. Esfahan, segundo analistas, é especialmente sensível por armazenar urânio suficiente para a fabricação de até dez ogivas nucleares.
Apesar das recentes ofensivas conduzidas por Israel contra alvos semelhantes no Irã, as instalações de Esfahan não haviam sido totalmente destruídas, especialmente por estarem protegidas no interior de montanhas – o que exigiria bombas de grande capacidade de penetração.
Contexto e consequências
O Irã, que sustenta que seu programa nuclear é voltado exclusivamente para fins civis e energéticos, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a extensão dos danos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da ONU, havia expressado incertezas nos últimos dias quanto ao paradeiro dos estoques de urânio iraniano, levantando a hipótese de que parte do material tivesse sido realocado.
Especialistas alertam que o ataque representa um ponto de inflexão perigoso nas relações entre EUA e Irã. A possibilidade de uma retaliação por parte de Teerã, seja diretamente ou por meio de grupos aliados na região, aumenta significativamente, colocando em alerta países do Golfo, Israel e bases americanas no Oriente Médio.
Redação com informações e fotos do Jornal do Commercio





Deixe um comentário