
A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil oficializou, de maneira discreta e sem diálogo com o governo brasileiro, a posse de seu novo adido de defesa em Brasília. O militar norte-americano escolhido para o posto não fala português, nunca atuou no Brasil e tomou posse em cerimônia fechada, sem a presença de representantes do Ministério da Defesa ou das Forças Armadas do Brasil.
A ausência de convite a autoridades brasileiras foi interpretada por interlocutores do governo Lula como mais um sinal do distanciamento nas relações bilaterais entre os dois países, que enfrentam um período de tensão, não apenas em temas econômicos — como a recente imposição de tarifas por parte do governo Donald Trump — mas também no campo ideológico e militar.
A nomeação, conduzida diretamente por Washington, foi vista com estranheza por setores da Defesa brasileira, uma vez que, tradicionalmente, a chegada de adidos militares é marcada por cerimônias protocolares com a participação de autoridades do país anfitrião, em sinal de respeito e cooperação.
Para analistas, o episódio evidencia o enfraquecimento de uma histórica parceria militar entre Brasil e Estados Unidos, que sempre foi marcada por intercâmbios técnicos, acordos de cooperação e alinhamentos estratégicos. A frieza no relacionamento é atribuída, em grande parte, às divergências ideológicas entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que se refletem em diversas esferas diplomáticas.
Apesar do silêncio oficial da Embaixada dos EUA, a nomeação do novo adido sem envolvimento do governo brasileiro é interpretada como um gesto simbólico de desprestígio e reforça o clima de desconfiança que marca a atual fase das relações entre os dois países.
Redação com informações da Revista Veja





Deixe um comentário