
O ambiente político no Ceará aquece com movimentos do ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes, enquanto aliados do presidente Lula analisam possibilidade de sanção administrativa. Segundo reportagem da Veja, o governo federal estuda a demissão de Lúcio Ferreira Gomes, irmão de Ciro, que ocupa a presidência da Companhia Docas do Ceará, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, como reação às articulações políticas do ex-governador.
Desde junho de 2023, Lúcio Ferreira Gomes ocupa o cargo. A insatisfação do PT local se acirrou diante da crescente movimentação de Ciro visando a eleição de 2026. O incômodo decorre da aproximação do ex-ministro ao PSDB, partido no qual ensaia lançar uma pré-candidatura — seja ao governo do Ceará, seja à Presidência da República.
Estratégia e movimentações eleitorais
Após romper com o PDT, em razão da permanência da sigla na base governista e provável apoio a Elmano de Freitas (PT), atual governador do Estado, Ciro intensificou conversas para se filiar ao PSDB. A sigla, por sua vez, vem se articulando em torno de uma candidatura do ex-governador ao Palácio da Abolição .
Segundo o jornal O Povo, o retorno de Ciro ao PSDB foi confirmado em agosto de 2025. A interlocução política contou com o aval do ex-senador Tasso Jereissati e do presidente nacional da legenda, Marconi Perillo . No entanto, publicamente Ciro nega qualquer pretensão imediata de concorrer, preferindo posicionar-se como possível agregador de lideranças da oposição .
Repercussões familiares e políticas
A movimentação de Ciro não passa sem reação. O senador Cid Gomes, seu irmão, chamou de “absolutamente constrangedora” a possibilidade de candidatura do ex-governador, especialmente em campo oposto ao PT e envolvendo figuras bolsonaristas. Ainda assim, na Assembleia Legislativa do Ceará, parlamentares da oposição reforçam que o nome de Ciro se sobressai como ponto de convergência para a disputa estadual.
Redação com informações da Revista Veja e Jornal O Povo





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