
Em Superinteligência (2020), comédia de ficção dirigida por Ben Falcone, a atriz Melissa McCarthy vive Carol Peters, uma mulher “completamente comum” que se torna objeto de estudo da mais poderosa inteligência artificial já criada. A I.A., com a voz do ator James Corden, avalia se a humanidade deve ser poupada, subjugada ou simplesmente destruída — e Carol tem a missão de provar que os seres humanos valem a pena.
Carol leva uma vida pacata, mas tudo muda quando sua TV, celular e até o micro-ondas começam a responder. A voz que fala por meio desses aparelhos, carregada de sarcasmo, é a da I.A. superinteligente, que monitora cada passo dela. Para completar a “prova de humanidade”, a máquina a incentiva a se reconectar com seu ex-namorado George (Bobby Cannavale) e a contar com a ajuda de Dennis (Brian Tyree Henry), amigo e programador. O filme está em cartaz na Netflix.

Crítica: ideias altas, execução morna
A proposta de Superinteligência é ambiciosa — uma comédia romântica com reflexões sobre tecnologia, moralidade e destino coletivo. No entanto, segundo críticos, o filme entrega pouco do potencial dramático ou satírico da premissa.
Para Christy Lemire, do Roger Ebert, Carol é subutilizada. A personagem “mais comum da Terra” acaba sendo tão genérica que não gera tensão ou empatia suficiente para sustentar o conflito com a I.A. Já no The Guardian, Benjamin Lee afirma que o roteiro parece “bege”: “há espaço para mais comédia, mas o script é tão leve que falha em arrancar risos.”
No Los Angeles Times, Mark Olsen destaca que os momentos mais fortes são os simples: a química entre McCarthy e Cannavale é o que realmente emociona, muito além da ameaça tecnológica.
Do ponto de vista de audiência familiar, o site Common Sense Media afirma que, embora o filme tenha fragilidades no roteiro, é justamente como comédia romântica que ele funciona melhor — menos como um thriller de ficção científica.
Desempenho e recepção
No Rotten Tomatoes, a aprovação dos críticos é de apenas 30%, indicando uma recepção predominantemente negativa. No Metacritic, o filme obtém 41/100, sugerindo críticas mistas ou medianas. No aspecto comercial, segundo a Wikipedia, Superinteligência arrecadou cerca de US$ 4,2 milhões, com lançamento direto no streaming (HBO Max) nos EUA.

Superinteligência parte de um conceito atraente — a de uma I.A. toda-poderosa testando a humanidade por meio de uma personagem simples — mas fracassa em dar profundidade à ideia. A falta de piadas realmente afiadas e de tensão real deixa o filme flutuando entre os gêneros de comédia romântica e ficção científica, sem se firmar direito em nenhum.
Mesmo assim, a interpretação cativante de McCarthy e os momentos de conexão com George salvam parte da narrativa, tornando-o uma opção leve para quem busca entretenimento descompromissado.
Fotos: divulgação





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