URGENTE – Forças dos EUA apreendem petroleiro de bandeira russa após longa perseguição no Atlântico Norte

Forças dos Estados Unidos apreenderam o petroleiro de bandeira russa Marinera na manhã desta terça-feira (7), no Atlântico Norte, após uma perseguição que durou mais de duas semanas pelo oceano, anunciaram autoridades norte-americanas. A operação foi concluída antes da chegada de navios russos e um submarino à área, apesar das tentativas de Moscou de impedir a ação. 

O navio, anteriormente chamado Bella 1, tentou escapar da abordagem das forças americanas ao recusar a tentativa de embarque da Guarda Costeira dos EUA no Caribe em dezembro e fugiu rumo ao Atlântico. Durante a fuga, a embarcação foi renomeada Marinera e passou a ostentar a bandeira russa, além de ser registrada formalmente na Rússia — estratégia interpretada pelas autoridades dos EUA como tentativa de dificultar a captura. 

Segundo os EUA, a embarcação estava sob sanções desde 2024 por transportar petróleo de forma ilícita, com supostos vínculos a operadores que contrabandeavam óleo do Irã e da Venezuela. A apreensão foi realizada com base em um mandado emitido por um tribunal federal norte-americano e envolveu a Guarda Costeira juntamente com unidades do Departamento de Justiça, do Departamento de Segurança Interna e das Forças Armadas dos EUA. 

A ação acontece em meio a uma forte campanha norte-americana de bloqueio ao comércio de petróleo sancionado venezuelano, liderada pela administração do presidente Donald Trump, que intensificou medidas contra navios que tentam burlar sanções e transportar óleo na chamada “frota sombra”. 

Reação da Rússia e contexto diplomático

O governo russo condenou a operação, classificando o uso da força contra o petroleiro como violação do direito internacional e da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982. Autoridades russas alegam que o navio estava navegando em águas internacionais sob sua bandeira e em conformidade com as normas marítimas. 

Antes da apreensão, Moscou havia emitiu protestos diplomáticos e enviado escoltas navais, incluindo um submarino, para acompanhar a embarcação, classificando a perseguição como “desproporcional”. No entanto, nenhum confronto direto ocorreu durante a tomada do navio pelos EUA. 

A apreensão do Marinera ocorre em um momento de elevada tensão geopolítica, após operações recentes dos EUA que incluem a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Nova York — outro episódio que amplia o confronto com aliados da Rússia e redes globais ligadas ao petróleo sancionado. 

Redação com informações e foto de veículo internacionais

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