
Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prepara-se para deixar o Brasil e retornar a Madri, na Espanha, nos próximos dias, conforme revelou a colunista Andreza Matais, do Metrópoles. A decisão ocorre em meio a apurações da Polícia Federal (PF) que envolvem o nome do empresário em um suposto esquema de repasses milionários relacionados ao principal operador do chamado esquema dos descontos indevidos contra aposentados e pensionistas, Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.
Segundo relatos já em poder da PF, um ex-auxiliar de Antunes afirmou em depoimento que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões em repasses e uma espécie de “mesada” mensal de aproximadamente R$ 300 mil — informações que também chegaram à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.
A investigação ainda tem como elementos documentos que apontam viagens em conjunto entre Lulinha e o lobista: registros mostram que ambos estiveram em um voo de São Paulo para Lisboa, em primeira classe, em novembro de 2024, com passagens pagas por Antunes, conforme a PF.
Durante as últimas três semanas, Lulinha esteve no Brasil para as festas de fim de ano, sem que fossem registrados encontros públicos com o presidente Lula. Agora, a expectativa é que ele retorne à capital espanhola, onde vive desde meados de 2025.
Procurado para comentar as acusações, Lulinha não foi localizado, e até o momento não constituiu advogado, segundo a reportagem. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou em entrevistas que o caso envolvendo o filho do presidente está sob investigação.
O presidente Lula se pronunciou sobre o caso afirmando que, “se o filho fez algo de errado, terá de responder por isso”. Entretanto, a bancada governista no Congresso articulou-se para votar contra a convocação de Lulinha na CPMI do INSS, o que gerou críticas de opositores que veem na manobra uma tentativa de blindagem política.
Além disso, mensagens em posse da PF revelaram que, em 6 de outubro de 2024, Antunes teria instruído um funcionário a entregar um item descrito como “medicamento” no apartamento de Lulinha, em nome de sua esposa, Renata Moreira. Esses registros fazem parte das diligências relacionadas à investigação.
A investigação segue em andamento, e até o momento não há acusação formal com base em provas conclusivas sobre a participação direta de Lulinha em atividades criminosas, apenas depoimentos e indícios que estão sendo apurados pelos órgãos de investigação.
Redação com informações da colunista Andreza Matais, do Portal Metrópoles





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