
O grupo político liderado pelo deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) lançou, nesta quarta-feira (18), um manifesto que marca a entrada do movimento na disputa eleitoral de 2026 em Pernambuco. No ato, foi apresentado o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, como pré-candidato ao Governo do Estado. Também foi anunciado o ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago como pré-candidato ao Senado.
Intitulado “Movimento do Sertão ao Cais: Pernambuco é do Povo”, o manifesto propõe um projeto alternativo ao que classifica como polarização política no estado. O documento defende a redução das desigualdades sociais e territoriais, o fortalecimento da democracia participativa e a valorização da educação, ciência, cultura e trabalho como eixos estratégicos de desenvolvimento.
Entre as propostas apresentadas estão a ampliação do acesso à água e ao saneamento, políticas de segurança pública baseadas em prevenção e inteligência, estímulo ao emprego por meio do desenvolvimento regional e a implementação de instrumentos de participação popular, como orçamento participativo e fóruns territoriais.
A pré-candidatura de Alfredo Gomes surge com foco na educação como vetor de transformação econômica e social, além da interiorização de oportunidades. Para disputar o cargo, o reitor precisará se descompatibilizar da função dentro do prazo previsto na legislação eleitoral — cerca de seis meses antes do pleito — sob pena de questionamentos na Justiça Eleitoral.
Paulo Rubem, por sua vez, destacou a experiência nas áreas de economia, políticas públicas e controle social do orçamento como base para contribuir com a formulação do programa do grupo.
Cenário em consolidação
O lançamento ocorre em meio a um cenário ainda indefinido para 2026. O prefeito do Recife, João Campos (PSB), embora não tenha oficializado candidatura ao governo estadual, é apontado como um dos principais nomes e tem intensificado agendas no interior ao lado de aliados.
Já a governadora Raquel Lyra (PSD) deve disputar a reeleição. Em 2022, ela recebeu apoio de Túlio Gadêlha no segundo turno, movimento considerado inesperado à época, já que o parlamentar integra a Rede Sustentabilidade e é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Naquele pleito, Raquel ainda estava no PSDB e não havia declarado apoio a Lula na disputa presidencial, o que gerou repercussão dentro do campo progressista, que tinha como candidata ao governo Marília Arraes.
Para 2026, a reorganização política inclui disputas nos bastidores pelo alinhamento nacional. João Campos já declara apoio público ao presidente, enquanto Raquel Lyra mantém interlocução institucional com o Planalto e evita sinalizar posicionamento formal.
Nos bastidores, há avaliações de que a governadora poderia apoiar Lula nacionalmente em troca de maior neutralidade do presidente na disputa estadual. Paralelamente, o grupo de Túlio Gadêlha busca se consolidar como uma terceira via, mantendo diálogo com diferentes partidos para possíveis composições.
Recentemente, o deputado foi convidado pelo PDT para discutir a reorganização da sigla em Pernambuco, movimento que pode influenciar a formação da chapa majoritária até as convenções partidárias.
Redação com informações do JC





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