
A deputada federal pernambucana Clarissa Tércio (PP-PE) teve seu nome analisado por integrantes do Partido Liberal (PL) como uma das possibilidades para compor a chapa presidencial encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. A informação foi divulgada pela Coluna do Estadão e repercutida por veículos nacionais nesta quinta-feira (9).
De acordo com a publicação, o PL busca uma mulher com base eleitoral no Nordeste para ampliar o alcance político da legenda em uma região onde a direita historicamente enfrenta dificuldades em disputas presidenciais. Nesse cenário, Clarissa aparece como um nome que atende aos critérios considerados estratégicos pelo partido.
Em entrevista ao Estadão, a parlamentar confirmou que foi procurada por lideranças da direita para tratar sobre a possibilidade, embora tenha ressaltado que não participou de reuniões diretas com Flávio Bolsonaro. Segundo ela, aceitaria um eventual convite caso a proposta avance.
“Fui sondada por algumas lideranças da direita, mas não participei de nenhuma reunião com Flávio. […] Com toda certeza eu aceitaria o convite, se fosse algo para agregar”, afirmou a deputada, conforme reproduzido pela imprensa.
Apesar da lembrança do nome da pernambucana, os bastidores apontam que outras opções ainda estão em análise pelo grupo político de Flávio Bolsonaro, entre elas a deputada Simone Marquetto, apontada como uma das favoritas nas negociações.
Clarissa Tércio está em seu primeiro mandato como deputada federal e construiu sua trajetória política ligada ao segmento evangélico e às pautas conservadoras. Antes de chegar à Câmara, foi deputada estadual em Pernambuco. Em 2024, disputou a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes e terminou a eleição em segundo lugar. Ela também mantém alinhamento político com o ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou acreditar que Flávio poderá dar continuidade ao projeto político bolsonarista.
A deputada ganhou notoriedade nacional em 2020 ao participar de manifestações em frente a um hospital do Recife durante o caso de aborto legal de uma menina de 10 anos vítima de estupro. Posteriormente, também foi investigada por suposta ligação com os atos de 8 de janeiro de 2023, mas o inquérito acabou arquivado por falta de provas de envolvimento direto, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. (Informação amplamente registrada pela imprensa nacional à época.)
Fontes:
Estadão (via Coluna do Estadão, repercutido por veículos nacionais)





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