
O cenário político em Pernambuco segue movimentado mesmo após o encerramento do prazo de filiações partidárias, ocorrido no último dia 5. Em meio a articulações e disputas internas, o presidente estadual do PT, o deputado federal Carlos Veras, afirmou que não aceitará novas filiações ao PV dentro da Federação formada por PT, PV e PCdoB para a disputa de vagas na Assembleia Legislativa.
A declaração foi motivada pelas recentes filiações de Batista Cabral, irmão do prefeito Lula Cabral, e de Lara Santana, filha da deputada Simone Santana e ex-noiva de João Campos que teriam ingressado no PV com a intenção de disputar mandato de deputado estadual pela federação.
Em declaração ao BlogDellas, Veras foi enfático ao rejeitar a movimentação: “Se querem disputar mandato de federal podemos conversar, mas de estadual não. Eu ouvi todos os candidatos à reeleição e pré-candidatos a estadual filiados, inclusive do PV, e nenhum deles aceita isso. Quem permanecer com esse propósito de disputa estadual vai ser sub judice pois não vamos aceitar”.
Segundo o dirigente petista, os nomes já vinculados à federação foram previamente debatidos entre os partidos, mas as novas filiações teriam ocorrido fora do consenso estabelecido. “Fomos surpreendidos por filiações de última hora, acho que até fora da hora, pois acompanhamos o prazo de filiação e esses nomes apareceram depois”, declarou.
Ele ainda reforçou que o grupo não pretende rever acordos consolidados: “Não vamos desmanchar um projeto construído com muito diálogo para beneficiar pessoas que apareceram em cima da hora”.
Entre os nomes citados, está o de Lara Santana, que vinha sendo apontada como possível sucessora de sua mãe, a deputada estadual Simone Santana. Diante do impasse, a tendência, segundo o entendimento do PT, é que ela seja direcionada a uma eventual disputa para a Câmara Federal, e não para a Assembleia Legislativa.
A Federação PT/PV/PCdoB funciona como uma aliança formal entre partidos, que devem atuar de forma conjunta por um período mínimo de quatro anos. Nesse modelo, decisões estratégicas são tomadas coletivamente, com possibilidade de definição por maioria em caso de divergências.
Atualmente, o PT detém maioria dentro do colegiado estadual da federação, com cinco dos oito deputados, enquanto o PV possui três representantes. Com isso, o partido tem força suficiente para manter o veto às candidaturas questionadas, o que, segundo aliados, dificulta qualquer tentativa de reversão do quadro.
O episódio evidencia tensões internas na federação e reforça os desafios de conciliar interesses partidários em um ambiente de alianças obrigatórias.
Redação com informações e foto do BlogDellas





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