
A Justiça de Pernambuco absolveu o padre Airton Freire da acusação de estupro, segundo informações divulgadas pela defesa do religioso. A decisão foi proferida nesta segunda-feira (30) pelo juiz Felipe Marinho dos Santos, responsável pela Vara Única do município de Buíque.
Procurado, o Tribunal de Justiça de Pernambuco informou, por meio de nota enviada ao Jornal do Commercio, que processos envolvendo crimes contra a dignidade sexual tramitam sob segredo de Justiça, conforme estabelece o artigo 234-B do Código Penal. Segundo o tribunal, o sigilo visa preservar a intimidade das partes envolvidas, especialmente das vítimas, o que impede a divulgação de detalhes sobre a tramitação, decisões e eventuais recursos.
De acordo com a defesa do padre Airton, a sentença aponta que as provas periciais produzidas durante a investigação — conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco e pelo Ministério Público de Pernambuco — apresentaram elementos que contradizem a versão da denunciante, identificada como Silvia Tavares, inviabilizando a comprovação da acusação.
Além do religioso, também foi absolvido o motorista Jailson Leonardo da Silva, que respondia à denúncia de participação no suposto crime. Ambos estavam presos desde 2023, quando o caso veio a público. Com a decisão judicial, a prisão preventiva do padre foi revogada.
Segundo a defesa, liderada pela advogada Mariana Carvalho, a perícia técnica trouxe elementos objetivos que afastaram a narrativa apresentada pela denunciante ao longo do processo e em entrevistas públicas.
“O juiz foi equilibrado, isento e fez uma análise minuciosa de todas as informações em um caso complexo até concluir que os fatos não autorizam um juízo condenatório”, afirmou o advogado Eduardo Trindade, que atuou na defesa junto com o também criminalista Marcelo Leal.
O padre estava em prisão domiciliar desde o dia 14 de julho de 2023.
Redação com informações e foto do Jornal do Commercio





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