Caiado é oficializado pré-candidato à Presidência e promete anistia a Bolsonaro

Ao lado de Kassab, Caiado é oficializado como pré-candidato à Presidência pelo PSD — Foto: Jorge Silva/Reuters

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado nesta segunda-feira (30) como pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático. O anúncio foi feito pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo.

Ao apresentar suas diretrizes iniciais de campanha, Caiado afirmou que, caso eleito, pretende adotar uma medida de grande impacto político logo no início do mandato. “Meu primeiro ato vai ser exatamente anistia ampla geral e irrestrita”, declarou. Em seguida, acrescentou que “a polarização não é um traço da política nacional” e que pode ser desativada “por alguém que não é parte dela”. Segundo o governador, a proposta de anistia incluiria o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Reforçando o discurso, o pré-candidato destacou a intenção de pacificar o país: “Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas.”

Caiado também comentou o cenário eleitoral e projetou uma eventual disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, o desafio vai além da vitória nas urnas. “O desafio não é ganhar eleição do PT apenas”. E completou: “Isso é fácil, no segundo turno sem dúvida alguma ele estará batido. O difícil é governar para que o PT não seja mais opção no país. Ele não é opção mais em Goiás, não é em São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul.”

A escolha de Caiado ocorre após uma disputa interna no partido, que também envolvia os governadores Eduardo Leite e Ratinho Júnior. Ratinho Júnior retirou sua candidatura na semana passada, abrindo caminho para a consolidação do nome do goiano.

Mais cedo, Leite comentou a decisão da legenda e demonstrou insatisfação. Em vídeo divulgado nas redes sociais, afirmou estar “desencantado” com os rumos do partido e criticou o que considera manutenção da polarização política. “Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão”, disse.

Questionado sobre a fala do colega, Caiado adotou um tom conciliador. Ele afirmou que ainda não conversou com o governador gaúcho, mas ponderou: “você não governa radizalizando com 88% de aprovação. Eu entendo as dificuldades que ele teve, das enchentes, das secas. Mas eu reconheço a competência dele e a capacidade dele como governador”.

Durante a coletiva, Kassab destacou a complexidade da escolha interna e elogiou os nomes colocados à disposição do partido. “Porque é um privilégio para o partido definir uma escolha tendo três excelentes candidatos, três governadores muito bem avaliados em seus estados”, declarou o dirigente, classificando a decisão como “muito difícil” e, ao mesmo tempo, um “privilégio”.

Nos bastidores, o PSD avalia que há espaço para uma alternativa eleitoral fora da polarização entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro, embora pesquisas recentes indiquem chances reduzidas para uma terceira via.

A movimentação política de Caiado para viabilizar a candidatura começou ainda em março, quando oficializou sua filiação ao PSD, após deixar o União Brasil. O ato ocorreu em Jaraguá, município goiano, onde também apresentou o vice-governador Daniel Vilela como pré-candidato à sucessão estadual.

Além de Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite chegaram a disputar a indicação dentro do partido. Leite havia se filiado ao PSD em maio de 2025, enquanto Ratinho já era cotado anteriormente, mas acabou abrindo mão da corrida presidencial.

Redação com informações e foto do Portal G1

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