Câncer de testículo: quando o homem deve começar a se preocupar?

Especialista afirma que o câncer é mais comum em jovens entre 15 e 35 anos e que todo adolescente deve realizar o autoexame para prevenção – Foto: divulgação

Quando se fala em saúde masculina, qual é a primeira doença que vem à mente? A mais falada é o câncer de próstata, enfermidade comum em homens acima dos 65 anos. Porém, essa não é a única enfermidade oncológica que mais os impacta. 

O mês de abril, que marca a campanha Abril Lilás, é dedicado à conscientização sobre o câncer de testículo. Apesar de ser menos frequente (corresponde a cerca de 5% do total de casos de câncer entre homens, segundo o Instituto Nacional de Câncer), esse é um dos principais tipos de câncer que afetam o público masculino e apresenta uma peculiaridade quando comparado aos outros tumores: é mais predominante em homens jovens.

“É um câncer mais comum em homens entre 15 e 35 anos, que é uma faixa etária geralmente saudável e, por isso, a doença chama tanta atenção”, destaca o urologista Antônio Cesar Cruz, coordenador do Centro de Urologia do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas.

Além da idade jovem, há outros fatores de risco para a doença, como criptorquidia (testículo não descido), histórico familiar, infertilidade e histórico pessoal de tumor no outro testículo.

Assim como em todo câncer, o diagnóstico precoce neste tipo de tumor é essencial para um tratamento mais efetivo e com menor risco de mortalidade. Porém, nem sempre ele é possível no câncer de testículo, pois a doença pode ser confundida ou até mesmo mascarada por orquiepididimites, que são inflamações dos testículos e dos epidídimos (canais localizados atrás dos testículos que coletam e transportam o esperma), geralmente transmitidas sexualmente.

O especialista destaca que observar os sinais e realizar o autoexame são as principais formas de detecção precoce. “O primeiro sinal é o aparecimento de um nódulo ou aumento de volume do testículo, muitas vezes indolor, onde o próprio paciente nota ao apalpar a região”, explica Antônio Cruz. Além do nódulo e do aumento do volume escrotal, outros sintomas podem surgir, como sensação de peso no escroto e assimetria entre os testículos.

“Se a doença estiver avançada, o paciente pode ter dor no abdômen ou nas costas”, reforça o coordenador. “É importante frisar que toda alteração no testículo deve ser avaliada por um urologista, mesmo na ausência de dor”, complementa.

Diferentemente dos cuidados com a próstata, que contam com exames específicos de rastreamento, o câncer de testículo não possui um método preventivo específico. No entanto, é possível detectá-lo precocemente por meio do autoexame testicular. “Todo jovem, já na adolescência, deve aprender a fazer o autoexame dos testículos para se prevenir”, destaca Antônio César.

Autoexame testicular: como realizar?

O exame para detectar nódulos deve ser feito mensalmente, preferencialmente após um banho quente, quando a pele do escroto está mais relaxada. Em pé, o homem deve examinar um testículo de cada vez, utilizando ambas as mãos para apalpar suavemente, procurando por caroços, endurecimentos e alterações de tamanho, formato ou textura.

“O que buscamos é que o homem realize o autoexame para ter o diagnóstico precoce, ainda na fase inicial, quando as chances de cura são maiores. É importante que ele se conheça e procure orientação médica ao notar qualquer alteração”, alerta o especialista.

O diagnóstico definitivo da doença é feito por meio de ultrassonografia da bolsa escrotal, exame físico com o urologista e dosagem de marcadores tumorais no sangue. Já o tratamento é realizado por meio de cirurgia para remoção do testículo afetado e, a depender do estágio e do tipo (seminoma, que crescem mais vagarosamente, afetam homens entre os 25 e 45 anos, e são muito sensíveis à radioterapia; ou não seminoma, que são mais agressivos, crescem rápido, ocorrem em homens entre 15 e 30 anos e geralmente requerem cirurgia e quimioterapia agressiva), podem ser necessários quimioterapia, radioterapia e acompanhamento pós-tratamento.

Sobre Rede Américas

A Rede Américas é a segunda maior rede de hospitais do Brasil, com atuação em sete estados (SP, RJ, PR, BA, PE, SE, RN) e no DF. São 26 hospitais e 38 unidades oncológicas, resultado da joint venture entre Dasa e Amil.

Com mais de 30 mil colaboradores, 34 mil médicos atuantes e mais de 3.800 leitos, une excelência clínica, inovação contínua e olhar humano. Guiada pelo propósito “Paixão por cuidar”, alia qualidade assistencial e segurança em cada etapa do atendimento aos pacientes.


 

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