
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, afirmou que o atraso de 115 dias na aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 teve motivação política e não técnica. Em entrevista concedida à Rádio Pajeú, diretamente do Palácio do Campo das Princesas, a gestora detalhou os bastidores do impasse e observou que a condução do processo na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), sob presidência de Álvaro Porto, teria sido determinante para o travamento da pauta.
Segundo a governadora, o fato de a matéria ter sido aprovada por unanimidade evidencia a ausência de divergências sobre o conteúdo do orçamento. Para ela, isso reforça a avaliação de que a demora não se justificou por questões técnicas, mas por articulações políticas.
“Aprovaram por unanimidade. Então não era uma discussão de mérito. Atrasar o orçamento por cálculo político, visando eleições futuras, prejudica Pernambuco”, declarou.
Embora não tenha feito acusações formais diretas, o contexto político aponta para a atuação de Álvaro Porto, aliado do ex-prefeito do Recife, João Campos, como peça central no impasse que manteve o orçamento estadual travado por meses.
Impactos na gestão e na população
A LOA é o principal instrumento de planejamento financeiro do Estado, responsável por viabilizar investimentos e custear áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e programas sociais. Com a demora na aprovação, diversas ações do governo estadual tiveram execução comprometida ou retardada.
Raquel Lyra destacou que o atraso afetou diretamente a população pernambucana, sobretudo pela limitação na liberação de recursos para obras e serviços públicos. A governadora também mencionou o apoio da Associação Municipalista de Pernambuco, que acompanhou o processo e defendeu a urgência da aprovação para garantir o funcionamento das prefeituras.
Disputa política nos bastidores
O episódio é interpretado, nos bastidores, como mais um capítulo da disputa entre o grupo político da governadora e o bloco ligado ao PSB, liderado por João Campos. A leitura entre aliados do governo é de que o atraso da LOA teria sido utilizado como instrumento de pressão e desgaste da atual gestão estadual.
Com a aprovação finalmente consolidada, o governo do estado busca agora acelerar a execução orçamentária e retomar projetos que ficaram paralisados durante o período de indefinição.
Redação com informações e vídeo do Portal das Cidades PE





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