Barômetro da Lusofonia amplia alcance internacional e realiza 1º seminário na África

O Barômetro da Lusofonia, pesquisa bienal desenvolvida pelo IPESPE, dará mais um passo em sua trajetória internacional com a realização do primeiro seminário em solo africano. O encontro acontece nesta terça-feira(7), em Luanda, reunindo representantes e especialistas para apresentar os resultados do estudo voltado aos países de língua portuguesa.

A iniciativa é promovida pelo IPESPE com o apoio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da Associação das Universidades de Língua Portuguesa e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, reforçando a proposta de acompanhar, de forma periódica, a percepção da população lusófona sobre temas como economia, principais desafios nacionais e expectativas em relação ao futuro.

O lançamento da primeira edição da pesquisa ocorreu em janeiro, na sede da CPLP, em Lisboa, durante as comemorações pelos 30 anos da comunidade. Depois, os resultados foram apresentados no Senado Federal e na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em junho, entre os dias 15 e 18, o estudo também integrou a programação do encontro da AULP, em Macau.

A pesquisa foi realizada em Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A próxima edição terá a inclusão de Guiné Equatorial e de Macau, ampliando ainda mais o alcance do levantamento entre os territórios que utilizam a língua portuguesa.

Antonio Lavareda – Foto: divulgação

Criador e coordenador do projeto, o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda destaca que a realização do seminário em Angola representa uma etapa estratégica para a consolidação da pesquisa. “O Barômetro da Lusofonia cumpre uma etapa importante apresentando os resultados da primeira pesquisa para os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Angola é uma referência para todos os PALOPs e atualmente dirige a CPLP, daí a relevância de promover o seminário em Luanda”, afirma.

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