Pernambuco exigirá 104 mil votos para eleger um deputado estadual em 2026

Foto: divulgação

A corrida eleitoral para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a Câmara dos Deputados promete ser mais acirrada nas eleições de 2026. A reavaliação do número de cadeiras, adotada com base nos critérios populacionais, reduziu a representação do estado: serão 48 deputados estaduais (antes 49) e 24 federais (antes 25).

Como resultado, os partidos precisarão de um quociente eleitoral significativamente maior — cerca de 104 mil votos para eleger um deputado estadual e 207 mil votos para um federal, segundo cálculos do economista e cientista político Maurício Romão.

Maurício Romão – Foto divulgação

A decisão que motivou a redistribuição das vagas atingiu 14 unidades federativas sub-representadas, conforme levantamento do Tribunal Superior Eleitoral, e foi precedida por uma manobra no Congresso que ampliou, temporariamente, o número de cadeiras de 513 para 531 — proposta esta que foi vetada pelo presidente Lula, e cuja reversão enfrenta forte resistência política.

O cenário ganha contornos ainda mais complexos para partidos que pleiteiam eleger dois deputados federais da mesma família — algo comum no cenário político local. Em uma estratégia de união eleitoral, como ocorreu com os Mendonça (“José Mendonça e Mendonça Filho”) e os da Fonte (“Eduardo da Fonte e Lula da Fonte”), agora seria necessária uma soma de cerca de 414 mil votos para que dois candidatos da mesma família conseguissem se eleger  .

Esse novo patamar representa uma mudança expressiva. Nas eleições anteriores, a meta para um deputado estadual era em torno de 95 mil votos, segundo estimativa do professor Walber Agra, da UFPE, com base em dados de 2018  

Redação com informações do Portal R1 Notícias

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