
Durante sessão na Câmara Municipal de Itapetim, o vereador Mário José Soares Cavalcanti utilizou a tribuna para contestar o pedido feito pela prefeita Aline Karina (PSB) que solicita autorização para realizar suplementações que podem chegar a R$ 67 milhões dentro do orçamento previsto para 2025. O posicionamento foi registrado em vídeo divulgado nas redes sociais do parlamentar.
Segundo o vereador, a prefeita pede autorização para movimentar livremente uma fatia considerada excessiva do orçamento municipal, que totaliza R$ 112 milhões. Ele explicou que a suplementação é um instrumento orçamentário necessário em diversas situações, mas afirmou que a proporção solicitada demonstra “falta de planejamento do Executivo”.
“Se há R$ 1 milhão previsto para pagamento de pessoal e a gestão precisa de R$ 2 milhões, ela envia para a Câmara um pedido de suplementação. Isso é normal”, observou Mário José. “Mas pedir autorização antecipada para remanejar R$ 67 milhões de um total de R$ 112 milhões é abrir mão do papel fiscalizador desta Casa.”
O vereador anunciou ainda a apresentação de uma emenda para reduzir o percentual de suplementação, iniciativa que também conta, segundo ele, com a subscrição dos vereadores Niedson Araújo e Edilene Lopes e, também, possivelmente o apoio da bancada da situação. Ele reforçou que a Câmara não se opõe a aprovar recursos quando eles forem necessários ao funcionamento da máquina pública, mas defendeu que cada solicitação seja analisada individualmente.
“Esta Casa jamais deixará faltar o que for bom para o município. O que não pode é abrir mão da prerrogativa de acompanhar onde o dinheiro público está sendo aplicado”, afirmou.
Crítica ao pedido de empréstimo
Além da discussão sobre suplementação, Mário José também declarou ser contrário ao pedido para aprovação antecipada de um empréstimo de quase R$ 8 milhões. Ele citou que, segundo informações apresentadas em plenário, o próprio contador da prefeitura teria afirmado que a gestora “não vai precisar do empréstimo”.
“Se a prefeita não vai precisar, por que a Câmara deveria autorizar previamente?”, questionou o vereador, criticando o que considera falta de clareza na justificativa financeira do Executivo.O debate segue na pauta do Legislativo municipal, que ainda deve apreciar as emendas e decidir sobre os limites para suplementação e para eventuais operações de crédito.
Foto: Divulgação





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