
Na tarde do último sábado (27), um casal de turistas do Mato Grosso foi violentamente agredido por barraqueiros na praia de Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, litoral sul de Pernambuco, após questionar a cobrança de um serviço de praia, em episódio que levanta críticas à segurança dos visitantes e à fiscalização das atividades na faixa de areia.

Segundo relatos das próprias vítimas, os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, o casal teria sido abordado por um barraqueiro que ofereceu o uso de barraca e cadeiras para o dia de praia mediante pagamento de R$ 50. Ao final do dia, o valor foi reajustado para R$ 80 sem aviso prévio, o que motivou a contestação dos turistas. A discussão rapidamente escalou para violência física.
De acordo com os relatos e imagens que circulam em redes sociais, os turistas foram cercados e agredidos por diversos comerciantes, enquanto banhistas filmavam a cena. Um dos turistas foi atingido por um objeto — possivelmente uma cadeira — e caiu no chão, sofrendo ferimentos que exigiram atendimento médico.

Repercussão e cobrança por providências
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e debates sobre a necessidade de maior fiscalização das atividades comerciais na praia. Em notas oficiais, a Prefeitura de Ipojuca repudiou as agressões e informou que os órgãos competentes já apuram o caso para identificar os responsáveis e adotar as medidas legais cabíveis.
Segundo autoridades, pelo menos 14 envolvidos foram identificados e serão indiciados pelo crime de lesão corporal, anunciou a governadora de Pernambuco, que também afirmou que serão definidas regras adicionais para evitar assédio e conflitos no litoral.
Debate sobre segurança e atuação pública
Organizações turísticas e internautas vêm usando o episódio para argumentar que Porto de Galinhas, um dos destinos mais procurados do Nordeste, carece de fiscalização rigorosa e de proteção efetiva aos visitantes. Muitos defendem que a gestão pública deve intensificar ações de ordenamento da orla, com policiamento, fiscalização de preços e regras claras para ambulantes e barraqueiros, a fim de evitar que situações semelhantes se repitam.
Especialistas ouvidos pela imprensa alertam que episódios de agressão colocam em risco a imagem do destino turístico e podem impactar negativamente no fluxo de visitantes no futuro, caso não sejam tomadas medidas concretas e eficazes por parte das autoridades competentes.
Redação com informações do portal Metrópoles/Fotos: reprodução e vídeo do G1





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