
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sua carta de demissão nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, em Brasília. O pedido formalizado deve resultar em sua saída oficial do cargo ainda hoje, com a exoneração prevista para publicação no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (9).
Lewandowski assumiu o comando da pasta em fevereiro de 2024, poucos meses após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), onde atuou por 17 anos.
Até o momento, não houve anúncio oficial sobre quem será seu sucessor. Fontes indicam que o secretário-executivo do ministério, Manoel Almeida, deve assumir o cargo de forma interina até que um novo nome seja definido.
A decisão pela saída ocorre em um contexto de forte protagonismo da segurança pública no debate nacional, diante do avanço de organizações criminosas e episódios de violência ligados à disputa entre facções. O Ministério da Justiça e Segurança Pública é responsável por órgãos estratégicos como a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional, frequentemente acionada em situações de crise nos estados.
Segundo apurações, Lewandowski vinha comunicando a membros do governo sua intenção de antecipar a saída desde o final de 2025 e, nos últimos dias, avisou secretários e assessores de sua decisão. A saída foi marcada por tentativas do presidente Lula e de aliados de mantê-lo no cargo até a conclusão de projetos legislativos de segurança, especialmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, considerada uma das principais bandeiras do governo e ainda sem aprovação no Congresso.
Trajetória pública
Ricardo Lewandowski tem uma longa carreira no meio jurídico. Formado em Direito, iniciou sua atuação profissional em 1990 e foi indicado ao STF em 2006 pelo então presidente Lula, tendo participado de julgamentos de grande repercussão, como o do mensalão e decisões sobre a Lei da Ficha Limpa e cotas raciais em universidades federais.
No Ministério da Justiça, ele enfrentou desafios ligados ao debate sobre a divisão da pasta em duas — uma para Justiça e outra exclusivamente para Segurança Pública — proposta que teria gerado divergências no governo e contribuído para sua decisão de deixar a função antes de completar sua gestão.
Redação com informações e foto do Portal G1





Deixe um comentário