
O escritor, diretor, produtor e ex-ator Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido carinhosamente como Maneco, morreu neste sábado (10), no Rio de Janeiro, aos 92 anos. A informação foi confirmada pela família por meio de comunicado divulgado pela produtora Boa Palavra, administrada por sua filha Júlia Almeida. A causa da morte ainda não foi divulgada oficialmente.
Manoel Carlos estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde fazia tratamento contra a Doença de Parkinson, diagnóstico que vinha afetando seu quadro motor e cognitivo nos últimos anos.
Em nota, a família informou que o velório será fechado e restrito a parentes e amigos íntimos, agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento de luto.
Conhecido por retratar de forma sensível a vida e os conflitos da classe média brasileira, Maneco construiu uma carreira que atravessou décadas e marcou gerações de telespectadores. Ele iniciou sua trajetória artística no teatro ainda jovem e trabalhou em diversas emissoras antes de se consolidar na TV Globo, em 1972, como diretor-geral do programa Fantástico.
Ao longo de sua carreira, assinou novelas que se tornaram clássicos da televisão nacional, como Baila Comigo (1981), Por Amor (1997), Laços de Família (2000) e Mulheres Apaixonadas (2003). Um dos traços mais marcantes de suas obras foi a criação das protagonistas chamadas Helena, personagens que exploravam com profundidade as relações familiares e emocionais em diferentes etapas da vida.
Ambientadas majoritariamente no Rio de Janeiro, as tramas de Manoel Carlos focavam o cotidiano urbano e os dilemas humanos, tornando-os referência na teledramaturgia brasileira moderna.
O legado de Maneco permanece como um dos pilares da narrativa televisiva no Brasil, celebrando personagens e histórias que refletiram e marcaram a sociedade ao longo de décadas.
Redação com informações do Portal NE10 e Gazeta do Povo





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