
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste último domingo (11) que as Forças Armadas americanas estão considerando “opções muito fortes” em relação ao Irã, enquanto protestos antigovernamentais no país entram na terceira semana e já deixam um elevado número de vítimas, segundo grupos de direitos humanos.
Trump fez a declaração a jornalistas a bordo do Air Force One, destacando que os Estados Unidos estão monitorando a situação com seriedade e avaliando possíveis respostas militares ou estratégicas, sem detalhar as ações específicas. O presidente também afirmou que autoridades iranianas entraram em contato propondo negociações, mas alertou que os EUA talvez precisem agir antes mesmo de uma reunião formal ocorrer.
Segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, as manifestações teriam deixado pelo menos 538 mortos, incluindo manifestantes e membros das forças de segurança, e mais de 10 000 detidos.
Contexto dos protestos
Os protestos, que começaram no final de dezembro de 2025, surgiram em meio a uma aguda crise econômica e insatisfação popular com o governo clerical iraniano e rapidamente se transformaram em um movimento antigoverno de grande dimensão. O acesso à internet tem sido restringido no país, dificultando a verificação independente das informações.
O governo iraniano classificou os manifestantes como “baderneiros” e atribuiu a instabilidade a interferências externas, especialmente dos Estados Unidos e de Israel. Autoridades do Irã declararam três dias de luto nacional pelas vítimas, que chamaram de “mártires”, e convocaram uma marcha pró-governo para esta segunda-feira (12).
Reações diplomáticas e risco de escalada
Líderes iranianos também advertiram que, caso os EUA optem por uma ação militar, instalações americanas e israelenses na região seriam consideradas alvos legítimos em retaliação.
A situação representa um dos maiores confrontos diplomáticos e de segurança entre Washington e Teerã desde a Revolução Islâmica de 1979, levantando preocupações sobre uma possível escalada militar no Oriente Médio caso os Estados Unidos avancem com uma resposta mais robusta ao governo iraniano.
Redação com informações da BBC News





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