
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, trocou de advogado após a decisão do Supremo Tribunal Federal de mantê-lo preso. A mudança na equipe jurídica é vista nos bastidores como um indicativo de que o empresário pode avançar em negociações para firmar um acordo de delação premiada.
Quem assume a defesa no lugar do criminalista Pierpaolo Bottini é o advogado José Luís de Oliveira Lima, considerado um dos principais especialistas em direito penal do país. Bottini, segundo interlocutores, teria restrições ao instrumento da delação premiada e também mantém entre seus clientes possíveis nomes que poderiam ser citados em um eventual acordo de colaboração, especialmente políticos do chamado Centrão.
Outro advogado que integrava a defesa, Roberto Podval, ainda avalia se permanecerá no caso. A tendência, porém, é de que ele deixe a equipe devido à sua proximidade com o ministro do STF Dias Toffoli, que poderia vir a ser mencionado em eventual colaboração do banqueiro.
O novo defensor de Vorcaro tem histórico de atuação em casos de grande repercussão nacional. Entre seus clientes estiveram o ex-ministro José Dirceu durante o processo do Escândalo do Mensalão, o doleiro Alberto Youssef na Operação Lava Jato, o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães, o médico Roger Abdelmassih e, mais recentemente, o general Walter Braga Netto.
De acordo com informações divulgadas pela CNN Brasil, interlocutores de Vorcaro sondaram a Polícia Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da República sobre a possibilidade de um acordo de delação premiada. As conversas teriam sido preliminares e serviram para avaliar a disposição dos investigadores responsáveis pelo caso do Banco Master caso o empresário decida colaborar.
Entre aliados do banqueiro, há a avaliação de que a prisão fez Vorcaro reconsiderar sua estratégia de defesa. A eventual delação também poderia buscar reduzir o impacto das investigações sobre familiares. O cunhado do empresário, Fabiano Zettel, também está preso. Já o pai do ex-banqueiro, Henrique Vorcaro, foi citado pela Polícia Federal por supostamente ocultar cerca de R$ 2,2 bilhões pertencentes a vítimas do Banco Master em seu nome na gestora Reag Asset Management.
Redação com informações da CNN Brasil





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