
Articulações nos bastidores da política pernambucana indicam a possibilidade de que a ex-deputada federal Marília Arraes e o ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho componham a chapa da governadora Raquel Lyra como candidatos ao Senado nas eleições de 2026. Segundo apurações divulgadas por blogs políticos do estado, haveria um acordo entre os dois líderes para que apenas participassem da disputa caso ambos ocupassem as duas vagas da majoritária.
A estratégia teria sido apresentada diretamente à governadora durante conversas recentes. A avaliação de aliados é que a presença simultânea de Marília e Silvio evitaria a inclusão de um terceiro nome com perfil mais alinhado à direita, já que ambos mantêm proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na semana passada, os dois se encontraram em Brasília e divulgaram o encontro nas redes sociais. Em uma publicação conjunta, Silvio Costa Filho afirmou que a articulação busca “fortalecer o time de Lula”, reforçando o alinhamento político entre os dois.
Interlocutores do ministro confirmaram que ele se reuniu com Raquel Lyra no último sábado para tratar do cenário eleitoral. Já Marília Arraes também teria conversado previamente com a governadora. O presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista, Carlos Lupi, declarou que Raquel demonstrou interesse em contar com a futura filiada da legenda na composição da chapa.
As movimentações ocorrem em meio a um cenário de insatisfação de lideranças políticas com as articulações conduzidas pelo prefeito do Recife e presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro, João Campos, que é apontado como possível candidato ao governo do estado em 2026. Apesar de aliados como Marília Arraes, Silvio Costa Filho e Miguel Coelho terem declarado apoio ao socialista, ainda não houve definição sobre quem ocuparia a segunda vaga ao Senado em sua eventual chapa.
A indefinição ganhou novos contornos após surgirem informações de que João Campos teria iniciado conversas com o presidente do Progressistas, o deputado federal Eduardo da Fonte, para uma possível candidatura ao Senado. O parlamentar integra atualmente a base de apoio de Raquel Lyra e possui aliados ocupando cargos na estrutura do governo estadual.
Outro fator que compõe o cenário é o interesse do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, em disputar o posto de vice-governador pela Frente Popular.
Com o prazo para troca de partido, filiação e desincompatibilização de cargos se encerrando em 3 de abril, a expectativa nos bastidores é de que João Campos intensifique as negociações com aliados nas próximas semanas para tentar manter a unidade do grupo político e evitar novas movimentações rumo ao campo liderado por Raquel Lyra.
Redação com informações e foto do Blog Dantas Barreto e Blog Dellas





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