Mortes em enchentes no RS chegam a 55 e número supera tragédia de 2023

Vista aérea das ruas do bairro de Navegantes, em Porto Alegre (RS), em 4 de maio de 2024 — Foto: Carlos Fabal / AFP

As consequências devastadoras das enchentes no Rio Grande do Sul continuam a se manifestar, com o número de mortes confirmadas alcançando 55 e mais sete sob investigação. Essa cifra já ultrapassa o total de vítimas da última tragédia ambiental no estado, ocorrida em setembro de 2023, que resultou na perda de 54 vidas.

Este recente desastre climático marca o quarto evento do tipo a atingir o Rio Grande do Sul em menos de um ano. Os danos se estendem para além das perdas humanas, com 74 pessoas ainda desaparecidas e 107 feridas. A situação é ainda mais alarmante com 82,5 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas, sendo 13,3 mil abrigadas em centros de acolhimento e 69,2 mil buscando refúgio em residências de familiares e amigos.

Os estragos se espalharam por 317 dos 496 municípios do estado, afetando mais de meio milhão de pessoas. O governador Eduardo Leite (PSDB) caracterizou a situação como o “maior desastre climático do estado”, destacando a magnitude das adversidades enfrentadas. Em Porto Alegre, o nível do Rio Guaíba ultrapassou marcas históricas, superando a cheia de 1941.

Gramado da Arena do Grêmio cheio de água em Porto Alegre — Foto: Diego Baldi

As inundações também impactaram áreas urbanas, como o bairro Humaitá, na Zona Norte da capital, e municípios da Região Metropolitana, como Canoas, Eldorado do Sul e Guaíba. O socorro às vítimas isoladas é uma prioridade, com autoridades e voluntários mobilizando recursos como barcos e motos aquáticas para resgatar aqueles que aguardam em cima de estruturas precárias.

Cheia do Rio Taquari no Rio Grande do Sul — Foto: Diego Vara/Reuters

No Vale do Taquari, região duramente atingida em eventos anteriores, o Rio Taquari atingiu níveis alarmantes, ultrapassando os 30 metros de altura e estabelecendo um novo recorde histórico. A gravidade da situação exige uma resposta coordenada e urgente para mitigar o sofrimento das comunidades afetadas e prevenir futuras perdas.

Redação do Blog TV Umburanas com informações e fotos do G1

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