
Faleceu na manhã desta terça-feira (03), no Hospital Emília Câmara, em Afogados da Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, a ex-professora e advogada aposentada Maria Luiza Vilar Rêgo, aos 82 anos, vítima de pneumonia. Ela nasceu em Itapetim, no Sertão do Pajeú, e depois mudou-se para o Recife, onde construiu sua trajetória pessoal e profissional.
Filha de José da Costa Rêgo Monteiro e Ana Vilar Rêgo, Maria Luiza era a filha caçula de nove irmãos. Seus quatro irmãos mais velhos — Aderbal Rêgo Monteiro; José Adalberto do Rêgo, conhecido como Tim Rêgo; Terezinha do Rêgo Vilar (Teca de Jacinto); e o empresário e fazendeiro Antônio do Rêgo Vilar (Antônio Rêgo) — nasceram na cidade de Teixeira, na Paraíba, antes da Revolução de 1930. Já os demais — Pedro Rêgo Vilar, Geraldo Rêgo Vilar, Maria do Socorro Vilar Rêgo, a própria Maria Luiza e, por último, o economista e ex-administrador do Porto do Recife, Carlos do Rêgo Vilar, o mais novo de todos — vieram ao mundo em Itapetim, para onde a família se mudou em meados da década de 1930. Pedro Rêgo Vilar foi o primeiro dos irmãos a nascer já em solo itapetinense, em 1935.
Uma família marcada pela Revolução de 1930
A mudança da família Rêgo de Teixeira (PB) para Itapetim ocorreu em um contexto de forte tensão política no Nordeste após a Revolução de 1930. O assassinato do então presidente da Paraíba, João Pessoa, em 26 de julho de 1930, foi cometido por João Dantas e se tornou um dos estopins do movimento que levou Getúlio Vargas ao poder naquele ano.
João Dantas era primo de Ana Vilar Rêgo, mãe de Maria Luiza, e também primo do escritor Ariano Suassuna. Com a repercussão do crime e as perseguições políticas que se seguiram, integrantes da família Rêgo passaram a enfrentar pressões e decidiram deixar Teixeira, fixando residência em Itapetim, onde reconstruíram a vida.
Formação e atuação profissional
Maria Luiza Vilar Rêgo formou-se em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e ingressou na carreira pública estadual, onde passou a morar no Recife. Antes disso, atuou por um curto período como professora em Itapetim.
Ela trabalhou por 38 anos como advogada na Secretaria de Administração de Pernambuco, onde se aposentou após quase quatro décadas de serviço público. Viúva e sem filhos, mantinha laços estreitos com sobrinhos e demais familiares, com quem residia nas proximidades do Centro de Itapetim, nos últimos anos após voltar a morar em Itapetim.
Velório e sepultamento
O velório está sendo realizado na Rua Agamenon Magalhães, nº 100, no Centro de Itapetim, na casa onde morou o ex-prefeito João dos Passos, atualmente alugada pela família.
O sepultamento ocorrerá nesta quarta-feira (04), às 16h, no Cemitério de Itapetim, no túmulo da família.
Maria Luiza deixa como legado a dedicação ao serviço público e uma história familiar entrelaçada com um dos momentos mais marcantes da política nordestina e brasileira do século XX.
Foto: arquivo pessoal
Redação do Blog TV Umburanas





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