
A ex-deputada federal Marília Arraes confirmou que deixará o Solidariedade para se filiar ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e disputar uma vaga ao Senado por Pernambuco nas eleições de 2026. A filiação está prevista para o próximo dia 12 de março. Segundo ela, a candidatura é irreversível. “Não tem volta atrás”, afirmou, ao destacar que não poderia frustrar os mais de 40% do eleitorado que, segundo pesquisas recentes, defendem sua presença no Senado.
A movimentação ocorre em meio às articulações para a formação da chapa que deve ser liderada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas redes sociais, Marília reiterou alinhamento com Lula e também com Campos, seu primo e provável candidato ao Governo de Pernambuco.

Disputa pela segunda vaga
Na composição majoritária, a única definição até o momento é a pré-candidatura à reeleição do senador Humberto Costa (PT). A segunda vaga ao Senado, no entanto, permanece em aberto. Entre os nomes cogitados estão o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), que tem boa interlocução com Lula, e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), visto por setores aliados de Campos como alternativa para ampliar o arco de alianças.
Aliados de Marília avaliam que a liderança dela nas pesquisas torna politicamente difícil a montagem de uma chapa alinhada ao presidente Lula sem sua participação.
Levantamento do Datafolha divulgado em fevereiro aponta a ex-deputada na dianteira em todos os cenários testados, com índices que variam entre 36% e 41% das intenções de voto. No mesmo levantamento, Humberto Costa aparece entre 24% e 26%.
Pressão sobre a chapa lulista
O Partido Socialista Brasileiro (PSB), aliado histórico de Lula na eleição de 2022, defende apoio exclusivo do presidente à candidatura de João Campos ao governo estadual. A definição da segunda vaga ao Senado deve passar, portanto, por negociação direta entre Lula e o dirigente socialista.
Nos bastidores, não se descarta a hipótese de palanque duplo no estado. A governadora Raquel Lyra, que deixou o PSDB e se filiou ao Partido Social Democrático (PSD), tem buscado aproximação com o governo federal. O partido, presidido por Gilberto Kassab, integra a base de Lula, mas abriga pré-candidatos à Presidência, o que amplia a complexidade do cenário estadual.
Rival política de Raquel Lyra, Marília deixou o PT em 2022 após divergências internas. Em outubro do ano passado, anunciou sua pré-candidatura ao Senado em evento que contou com a presença de João Campos. Agora, ao confirmar a ida ao PDT e reforçar que não será candidata “avulsa”, ela eleva a pressão sobre a montagem da chapa governista e consolida seu nome como peça central na disputa pelo Senado em Pernambuco.
Redação com informações e foto do jornal O Globo





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