
Quem acompanhou o duelo entre Brasil e Japão percebeu uma sequência de coincidências curiosas que misturaram futebol e política.
No primeiro tempo, o lateral-direito Danilo, vestindo a camisa 13, errou um passe na saída de bola, lance que originou o gol da seleção japonesa. Nas redes sociais, não faltaram brincadeiras associando o número ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo número 13.
Na etapa final, o roteiro mudou completamente e outra coincidência chamou a atenção. Desta vez, envolvendo o atacante Neymar, identificado por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e chamado por Lula de “jogador home office” em uma declaração que repercutiu nacionalmente.
Segundo as brincadeiras dos torcedores, bastou Neymar iniciar o aquecimento à beira do gramado para renovar o ânimo das arquibancadas. Coincidência ou não, a empolgação da torcida teria refletido no desempenho da Seleção Brasileira, que cresceu na partida e passou a pressionar em busca da virada.
E não demorou muito. Casemiro marcou o gol de empate, devolvendo a confiança ao time e recolocando o Brasil no jogo.
Já nos acréscimos, o atacante Gabriel Martinelli, que entrou em campo vestindo a camisa 22 — número também associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e atualmente utilizado pelo pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro — balançou as redes e garantiu a vitória por 2 a 1, classificando o Brasil para as oitavas de final.
No universo das coincidências, a partida terminou com um enredo que alimentou ainda mais as brincadeiras dos torcedores: a camisa 13 participou do lance que colocou o Brasil para trás, Casemiro iniciou a reação da equipe e a camisa 22 escreveu o capítulo decisivo da virada brasileira.
É claro que tudo isso não passa de uma curiosa coincidência explorada pelos torcedores. Afinal, no futebol, assim como na política, interpretações e simbolismos sempre rendem debates. No fim das contas, porém, na Copa do Mundo quem decide a partida mesmo é a bola na rede.
Foto: redes sociais





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