
O Partido Liberal (PL) intensificou as articulações para consolidar uma aliança nacional com o Republicanos em torno da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
As negociações ganharam força após reunião realizada em Brasília entre o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, o coordenador-geral da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), e dirigentes do Republicanos, com o objetivo de construir uma ampla frente para as eleições de 2026 e superar impasses regionais antes das convenções partidárias.
A proposta em discussão prevê um acordo de reciprocidade entre as duas legendas. O Republicanos busca o apoio do PL em disputas estaduais e ao Senado em estados como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Roraima e Minas Gerais. Em contrapartida, a sigla reforçaria o palanque nacional de Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto.
Segundo Rogério Marinho, a prioridade é ampliar o número de aliados antes da definição oficial das coligações estaduais. “Estamos conversando com os estados e partidos, fazendo um trabalho que antecede a convenção, buscando ampliar primeiro o leque de apoios e depois resolver os palanques regionais”, afirmou.
As reuniões também discutiram impasses em estados como Acre e Espírito Santo, reunindo lideranças do PL e do Republicanos. Entre elas, o senador Allan Rick (Republicanos-AC), o deputado federal Roberto Duarte (Republicanos-AC), representantes do senador Márcio Bittar (PL-AC), além do senador Magno Malta (PL-ES) e da pré-candidata ao Senado Maguinha Malta.
Durante o encontro, Magno Malta defendeu que a aproximação entre as duas siglas também contemple pautas defendidas pelo campo conservador, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Mais cedo, Valdemar Costa Neto afirmou acreditar que, além do Republicanos, partidos como PP e Podemos também deverão integrar o bloco de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Em Pernambuco, a aproximação entre PL e Republicanos poderá produzir reflexos no cenário eleitoral. Um dos principais desafios políticos para o ex-prefeito do Recife, João Campos, será administrar a composição de sua própria chapa majoritária.
O socialista estruturou uma aliança com partidos de esquerda, tendo Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) como candidatos ao Senado, enquanto escolheu Carlos Costa, irmão do ex-ministro do Governo Lula Silvio Costa Filho, filiado ao Republicanos, para a vaga de vice.
Caso a aliança nacional entre PL e Republicanos seja consolidada, João Campos poderá enfrentar o desafio de ajustar sua estratégia política e seu discurso eleitoral para conciliar, no mesmo palanque, partidos de esquerda e um aliado ligado a uma legenda que tende a apoiar nacionalmente a candidatura de Flávio Bolsonaro. Essa eventual necessidade de harmonizar discursos e alianças poderá se tornar um dos principais testes da campanha socialista em Pernambuco.
Redação com informações do Correio Brasileiro e do colunista do JC Igor Maciel/ Fotos: UOL e Carta Capital





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