PT avalia cenário sem Lula diante da alta rejeição e avanço de Flávio, diz Veja

Fernando Haddad e Camilo Santana são as opções do PT para substituir Lula – Foto divulgação JC

Nos bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Palácio do Planalto, cresce, ainda que de forma reservada, a discussão sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não disputar as eleições presidenciais de 2026. A informação foi divulgada, neste final de semana, pela revista Veja e reflete um ambiente de cautela dentro da sigla diante do atual cenário político.

Esse movimento estaria sendo influenciado pelo avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de opinião, além dos índices de rejeição ao líder petista, o que tem alimentado avaliações internas sobre riscos eleitorais.

De acordo com o colunista Robson Bonin, durante o programa Ponto de Vista, exibido na sexta-feira (3), há preocupação dentro do partido com os possíveis desdobramentos de uma candidatura de Lula. Segundo ele, “há muita gente dentro do PT que acredita que ele [Lula] deveria se preocupar com o fato de poder terminar a biografia perdendo para o filho de Bolsonaro”.

Nomes cotados para a sucessão

Diante desse cenário, alguns nomes passam a ser considerados como alternativas dentro do partido. Entre eles, o ex-ministro da Educação Camilo Santana, que deixou o cargo no Ministério da Educação (MEC) na quinta-feira (2), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que já se coloca como pré-candidato ao governo de São Paulo.

Segundo Bonin, Camilo já foi testado em pesquisas e é visto como um quadro com potencial de crescimento, sendo apontado como uma aposta para o futuro do partido.

Já o cientista político Marco Antonio Teixeira, também durante participação no programa, avalia que Haddad poderia representar uma alternativa mais imediata, por reunir condições mais concretas para uma eventual substituição de Lula nas eleições deste ano, já que “tem praticamente a mesma intenção de voto de Lula e cerca de 10 pontos percentuais a menos de rejeição”.

Teixeira também analisa que o crescimento de Flávio Bolsonaro tem sido impulsionado mais pela rejeição ao governo petista do que por atributos individuais do senador.

Ainda segundo o especialista, o PT enfrenta uma dificuldade estrutural na renovação de suas lideranças, o que posiciona Camilo Santana como um projeto de médio prazo, enquanto Fernando Haddad surge como uma alternativa mais viável no curto prazo.

Os analistas ouvidos apontam ainda que o cenário eleitoral de 2026 tende a ser marcado, mais uma vez, por uma polarização entre lulismo e bolsonarismo, mantendo a disputa política nacional centrada nos dois campos ideológicos.

Redação com informações da Revista Veja e do JC

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