ARTIGO – Que os seguidores do bem e da paz mantenham seus propósitos

Por Enoque Gomes Cavalcanti*

Em 1984 surgia no céu sertanejo de Arcoverde-PE uma estrela que brilhava e irradiava esperança e fé. Era a corajosa Fundação Terra . Um grupo de sonhadores do bem e da paz lançava num lugar chamado Rua do Lixo, suas fundações que já duram quatro décadas. Uma verdadeira fábrica de Solidariedade Humana.

Passagens bíblicas nos revelam que “ com 40 dias de jejum no deserto Jesus venceu a fome e o demônio tentador”; que “ em 40 anos o povo judeu venceu o calor, o cansaço, a fome e as tentativas do politeísmo e do ateísmo”. E agora com 40 anos, a Fundação vence o negativismo, apostando no fazer, produzir, ajudar ao próximo.Com milhares de pessoas atendidas pela Instituição em todas as faixas etárias e sexos, através dos seus pilares (educação, saúde e o social) a Fundação desempenha seu papel social e religioso não só do ponto de vista quantitativo mas também de notável qualidade, satisfação para seus heróis doadores. Raríssimas são as ONGS que sobreviveram por tão longo período. Lembro-me do Centro Josué de Castro do qual tenho o santo orgulho de fazer parte que com enormes dificuldades segue de forma franciscana com seu possível leque de realizações.

A Fundação Terra ao longo de seus 40 anos se credenciou para empregar com eficiência e eficácia as doações recebidas de corações generosos, sem talvez ter real noção de que muito vale o mantra franciscano de que “ é dando que se recebe “ e que nos volta multiplicado. Nada mais necessário essa Santa motivação para lembrarmos de doarmos mais para essa instituição e aumentarmos o quantitativo dos seus realizadores do bem e da paz. Me convenci ao logo da vida que não nascemos prontos e “é fazendo que se aprende a realizar”. Assim para sobreviver, a Fundação adquiriu marca própria de como fazer solidariedade, quantitativamente e qualitativamente. Não foi no improviso, mas com técnica e fundamentos teóricos. Com coração e razão. Patrimônio adquirido aos longos desses anos.

O cenário sócio- econômico e ambiental de hoje é diferente daquele dos anos 80. A problemática atual impacta num conjunto de novos desafios a serem vencidos. Especialmente os sociais, com a fome e a miséria em níveis crescentes. A inflação, migrações o desemprego gerando tensão social. Fato que exige maior compreensão e enfrentamento de forma ampla dessa cruel realidade. E necessita de um volume maior de recursos para oferecer uma resposta digna a um número crescente de beneficiários. A complexidade e amplitude da crise exigem mais recursos financeiros e humanos para se manter uma instituição como a Fundação Terra. Necessário se faz informar à sociedade regional a importância dessa Instituição, a força da sua história. São Mais de três mil famílias assistidas. Fazer conhecida sua trajetória de feitos . Destacar como exemplo a generosidade e empenho em tirar das ruas e da marginalidade milhares de crianças, jovens e adolescentes , lhes oferecendo oportunidade de uma vida mais produtiva e feliz.

A Fundação tem uma forte caminhada que toca muitos corações. Com o seu trabalho, sério e determinante pode fortalecer ainda mais as parcerias e me vem à mente a CRC e o IEC liderados por Domingos Sávio França representante regional do Ministério da Comunicação do Governo Federal que presta enormes serviços à população jovem carente através da formação em novas tecnologias especialmente pela reciclagem de resíduos eletrônicos. Os Correios Brasileiros, já parceiro da Fundação, sabemos, mantém colaborações essenciais, no apoio de iniciativas cidadãs. E tantas instituições públicas e privadas. Tantas são as empresas, grupos empresariais, profissionais, sem falar nos cidadãos e cidadãs que movidos pelo espírito voluntários ajudam a essa importante instituição. Que assim permaneçam.

Os exemplos ficam, Lembrando sempre que as pessoas passam e as instituições permanecem . Cada uma com sua missão de fazer, de diversas maneiras , o bem e gerando a paz .

*Enoque Gomes Cavalcante, diretor do IPESPE – Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas. Ex-diretor do Centro Josué de Castro. Ex-diretor administrativo do Pró-Criança.

Foto: Divulgação

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