
A recém-formada federação entre União Brasil e Progressistas (PP), batizada de União Progressista, já enfrenta turbulências internas. Parlamentares de ambas as legendas manifestam insatisfação com a redistribuição de poder nos estados e consideram migrar para o Partido Liberal (PL), liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A União Progressista, oficializada em 29 de abril de 2025, uniu os dois partidos com o objetivo de consolidar forças para as eleições de 2026. Com 109 deputados federais, a federação se tornou a maior bancada da Câmara dos Deputados, superando o PL, e terá acesso à maior fatia do fundo eleitoral.
No entanto, a estrutura federativa exige que os partidos atuem como uma única entidade por, no mínimo, quatro anos, compartilhando recursos e decisões estratégicas. Esse arranjo tem gerado desconforto entre parlamentares que temem perder influência em seus estados, especialmente onde o controle partidário será exercido por lideranças adversárias.
Segundo informações do site Metrópoles, a divisão de comando nos estados foi acordada entre os presidentes do União Brasil, Antônio de Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira (PI). O PP ficará responsável por estados como Acre, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. Já o União Brasil comandará Ceará, Goiás, Amazonas, Bahia, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia. Nos maiores colégios eleitorais — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro —, as decisões serão tomadas pela cúpula da federação.
A presidência nacional da União Progressista será ocupada por Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara dos Deputados. Em entrevista ao Metrópoles, o senador Ciro Nogueira expressou otimismo quanto ao crescimento da federação, prevendo a adesão de até 150 deputados, atraídos pela perspectiva de maior acesso ao fundo partidário e fortalecimento das chapas eleitorais.
Apesar das expectativas, a insatisfação de alguns parlamentares com a redistribuição de poder e recursos pode levar a uma debandada para o PL, partido que mantém forte influência no cenário político nacional. A movimentação evidencia os desafios enfrentados pelas federações partidárias no Brasil, especialmente quando interesses regionais e disputas internas entram em conflito com os objetivos nacionais.
Redação com informações do blog Metrópoles e blog Ricardo Antunes/Imagem divulgação





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